Petrobras · 28 outubro 2026

Ver o oceano
em movimento

Do campo de velocidades às trajetórias: ferramentas para explorar o LSE24.

Pedro · LabFluid (Fábio, Danilo, Ricardo, Pedro, Luana)

Magnitude do gradiente de SSH residual
SSH residual e trajetórias · reinício semanal
A pergunta

O que está acontecendo
no Sudeste?

Na região da Guiana, observamos vórtices se desprendendo com nitidez. Queremos investigar como estruturas do escoamento aparecem no Sudeste e como evoluem.

Precisamos ver os dados de vários ângulos, no mesmo lugar.

Campo oceânico real no visualizador LSE24, com estruturas em espiral perto da costa
Visualização de dados reais do LSE24 · 29 jul 2010, 12:00 UTC
O desafio

Dados volumosos; exploração difícil

~300 GiBapenas três campos de superfície:
u, v e altura da superfície
36camadas preparadas para visualização
em ~52 GiB
  • Preparamos representações mais leves.
  • Menos pontos ou instantes quando isso basta para enxergar.
  • Codificação mais compacta.
O visualizador

Sobrepor perguntas no mapa

Visualizador LSE24 com painel de camadas aberto sobre um campo oceânico real
O visualizador combina fundos escalares e categorias, setas, contornos e trajetórias. Cada camada pode ser ligada, ajustada e comparada no tempo.

As camadas são produzidas separadamente; o visualizador reúne os resultados para exploração.

Trabalho preliminar · HMM

Estados que mudam com o tempo

Uma HMM descreve uma sequência de estados ocultos: em cada dia, o modelo pode permanecer no mesmo estado ou mudar para outro.

Cada estado tem uma distribuição que descreve quais observações são mais prováveis nele.

Modelo de Markov oculto · exemplo sintético/ilustrativo.

20% muda30% muda80%70%Estado AEstado BDistribuição ADistribuição B
Preparação dos dados

Um resumo para cada dia

Em cada ponto do mapa, dividimos a série em janelas diárias consecutivas, sem sobreposição.

Ao longo de 24 horas

Resumimos velocidade e altura da superfície por médias, variações e uma medida de rotação.

Ao longo dos dias

A sequência desses resumos alimenta uma HMM para aquele ponto.

Cada janela corresponde a um dia UTC; a classificação mostrada usa uma análise retrospectiva da sequência.

Classificação e comparação

Do ponto individual ao mapa

1 · Uma HMM por ponto

Cada modelo aprende seus estados a partir da série local.

2 · Agrupar estados semelhantes

Comparamos suas distribuições e formamos um vocabulário comum de grupos para o mapa.

Reajustamos as transições de cada ponto com as distribuições agrupadas e inferimos a sequência de estados.

Exemplo a seguir: cinco grupos; as cores identificam categorias.

1 janeiro 2006 · 00:00 UTC

Classificação HMM

Classificação HMM diária, para comparação com C = 5
C = 5
Classificação HMM diária, para comparação com C = 20
C = 20

Mesmo instante e mesma região.

1 janeiro 2006 · 00:00 UTC

SSH residual

SSH residual no mesmo instante, para comparação com C = 5
C = 5
SSH residual no mesmo instante, para comparação com C = 20
C = 20

Mesmo instante e mesma região.

Mudança de perspectiva

E se seguirmos a água?

Olhar um lugar

Em cada posição do mapa, vemos a velocidade naquele instante.

Visão euleriana

Seguir um percurso

Partimos de um ponto e acompanhamos para onde uma partícula iria ao longo do tempo.

Visão lagrangiana

O que medir

Uma trajetória conta mais
que seu destino

Curvatura

Onde o percurso dobra? Quanto ele dobra e para qual lado?

Tendência de rotação

Ao longo de uma janela, qual sentido de giro predomina na posição ou na velocidade?

Experimento sintético

Mude a tendência; veja a curva

−1: predomínio horário · +1: predomínio anti-horário

Ajustes da demonstração

Exemplo matemático, não uma trajetória observada. As setas indicam o avanço no tempo. O índice resume o balanço espectral entre os dois sentidos; não conta voltas.

Próximo passo

Conectar medidas e estruturas reais

Queremos colocar trajetórias e suas características ao lado dos campos e das classificações, e observar onde as leituras se reforçam ou divergem.

Luana está se juntando ao grupo como pós-doutoranda com experiência em sistemas dinâmicos.

Conversa

O que seria útil explorar juntos?

  • Quais regiões ou fenômenos valem uma primeira análise conjunta?
  • Que camadas ou comparações ajudariam mais?
  • Como disponibilizar dados e programas de modo útil para vocês?

Obrigado.

Fim da apresentação principal · os próximos slides são material de apoio.

Apoio técnico 1

Definição do índice rotacional

Para a série complexa de uma curva plana, separamos frequências positivas e negativas:

\[z(t)=c_0+\sum_{j>0}c_j e^{2\pi ijt}+\sum_{j<0}c_j e^{2\pi ijt}.\]

\[E_+=\sum_{j>0}|c_j|^2,\quad E_-=\sum_{j<0}|c_j|^2,\qquad r=\frac{E_+-E_-}{E_++E_-}.\]

O índice varia de −1 a 1. Zero significa equilíbrio entre as duas energias, não ausência de movimento.

O índice é indefinido se ambas forem zero. Em amostras discretas de tamanho par, a componente de Nyquist pede tratamento separado.

Apoio técnico 2

Como geramos a curva sintética

Sorteamos coeficientes complexos com \(\mathbb{E}|c_{\pm j}|^2=1/j^2\). Para um alvo \(-1<B<1\), usamos

\[\alpha^2=\frac{E_-(1+B)}{E_+(1-B)}.\]

Multiplicamos os coeficientes positivos por \(\sqrt\alpha\) e os negativos por \(1/\sqrt\alpha\).

Nos extremos, zeramos o lado oposto. Para ajustar o índice da velocidade, calculamos as energias com pesos \(j^2\).

A curva é periódica; desenhamos apenas a metade inicial.

Apoio · SSH residual

O que é o SSH residual?

SSH é a altura da superfície do mar. Para obter o residual, subtraímos de cada série uma reconstrução de maré e as oscilações sazonais anual e semianual ajustadas.

Isso deixa em evidência variações da superfície em outras escalas de tempo.

A reconstrução de maré inclui a média ajustada. Marés e sazonalidade são ajustadas separadamente sobre a série original, nos primeiros 70% do registro.

Apoio · maré e sazonalidade

Que ciclos removemos?

Marés semidiurnas

M2: 12,42 h · S2: 12,00 h
K2: 11,97 h · N2: 12,66 h

Marés diurnas

O1: 25,82 h · K1: 23,93 h
Q1: 26,87 h · P1: 24,07 h

Correção sazonal

Harmônicas anual e semianual: 8.766 h e 4.383 h (365,25 e 182,625 dias).

Estima-se cada uma com senos e cossenos ajustados à série original, separadamente da maré.

Subtraímos as harmônicas sazonais; o intercepto desse ajuste é preservado.

Períodos de maré aproximados: NOAA · Tidal Datums and Their Applications.

Apoio · análise harmônica

Como usamos o UTide

O UTide ajusta as amplitudes e fases das componentes de maré a uma série temporal e reconstrói sua contribuição.

  • Ajuste de SSH em cada ponto.
  • Ajuste conjunto das velocidades originais leste e norte.
  • Mesmas oito constituintes; ajuste robusto, correções nodais e sem tendência linear.

No LSE24

Os ajustes usam os primeiros 70% do registro horário. Reconstruímos e subtraímos a maré e a média ajustada pelo UTide; também subtraímos as harmônicas sazonais calculadas à parte.

O resultado alimenta as características diárias e as visualizações de SSH residual.

Referência: Codiga · UTide.